segunda-feira, 28 de maio de 2012
Lançamento Oficial - Primeiro Estágio para Treinadores de Futsal
A Copagril/Faville/Dalponte Lança oficialmente seu Primeiro Estágio para Treinadores. Interessados deverão entrar em contato através do e-mail estagiocopagrilfutsal@hotmail.com e solicitar o Edital de Inscrição do evento. VAGAS LIMITADAS!
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Análise de Progressão – Montagem e Correção
Construção dos ciclos de montagem e correção dos padrões táticos
Se nosso objetivo com o treinamento é de melhorar e evoluir constantemente, o Princípio de Progressão Tática será sempre o melhor parâmetro para isso, pois através dele será elaborada uma analise sistemática com objetivo principal de identificar as estruturas treinadas e posteriormente aplicadas nos jogos.
Afirmo também ser verdadeiro o fato de que sempre existe certa resistência as grandes mudanças, e esse talvez seja o ponto de maior dificuldade de todos os treinadores, cito Goleman et al. (2002), “é necessário criar um espaço onde os velhos hábitos possam ser evitados e possam ensaiar o novo comportamento”.
Baseio-me na citação para dizer que não é simples o ato de modificar padrões de comportamento tático, que ao meu entender são os que mais dificultam a evolução de nossos trabalhos, é comum verificarmos que carregamos parte significativa da responsabilidade de nossas equipes, mas que necessitamos do entendimento e da compreensão para que nosso trabalho possa realmente ter bons resultados.
Balizado na experiência afirmo que os métodos de resistência e imposição para o “quem pode manda e quem tem juízo obedece” não cabe mais em nosso esporte.
Feito isso, há muito tempo dedico parte relevante do meu tempo para criar atividades que possam conduzir meus atletas a executarem suas tarefas sem que percebam que através delas modificam seus padrões táticos.
Entendo que os sistemas de jogo são integrados, e que atacar e defender forma uma só estrutura, assim sendo, a velocidade da mudança e adaptação desta mudança é imprescindível.
Trabalhamos com ótica global em relação ao jogo, analisando sempre o mesmo com interação dinâmica, desta maneira separamos as fases do jogo com os momentos do jogo que no meu ponto de vista necessitam de atenções especiais.
Com esta visão global alteramos nossa visão sobre o que é tática e de que maneira trabalhamos ela, pois tática não representa apenas a configuração organizada do jogo, mais, o entendimento e leitura de tudo que acontece ao seu redor.
Para que um atleta possa ser considerado “inteligente” taticamente ele precisa não apenas reproduzir os ensaios do treinamento, mais ter ampla visão das infinitas ocorrências das situações do jogo.
Assim, cabe ao treinador as orientações e o desenvolvimento do modelo de treino que privilegie a construção de respostas a problemática do jogo, desenvolvendo capacidade de decisões, dando ao atleta uma capacidade tática ilimitada.
Todos devem entender as ações do jogo coletivo, criando identidade própria para equipe, cultura de organização específica e linguagem tática global.
Em resumo o treinamento não pode ser um campo previsível, nossos atletas não podem responder mecanicamente as ações, devem pensar e agir conforme o ambiente que encontram e nós treinadores somos os responsáveis pela criação destes ambientes de incerteza, assim produzimos efeitos práticos nos jogos.
Por fim, a Análise de Progressão, tema deste artigo é necessária para avaliar os estágios da evolução tática coletiva, adaptação do atleta/equipe dentro do envoltório tático, necessidades de correção e avanço das dificuldades para torná-los ainda mais preparados para um jogo incerto e com problemática frequente.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Estágio para Treinadores de Futsal
"Com objetivo de proporcionar aos interessados o conhecimento das técnicas e metodologias aplicadas no projeto da Copagril/Faville/Dalponte Futsal, estamos finalizando a elaboração do nosso 1o. Estágio para Treinadores de Futsal"
Após analisarmos diversas situações, entendemos que é importante dividir nosso espaço com aqueles que realmente buscam aperfeiçoamento profissional.
A Copagril/Faville/Dalponte Futsal se tornou uma das referências para o Futsal Brasileiro, bem como, para tantos profissionais que trabalham muito para concretizar seus sonhos.
Nós da Copagril Futsal entendemos que é possível se tornar "grande" através de muito trabalho e disciplina, com conceitos atualizados e uma gestão humana permanente, desta maneira convidaremos todos aqueles que tiverem interesse a nos visitar e participar de um ambiente onde o Futsal cresce e se desenvolve através de muita dedicação.
Em breve estaremos lançando a divulgação, você é nosso convidado!
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Futsal – Embrião do Futebol?
Ao invés de referência somos citados com embriões
Recentemente ouvi a entrevista de um conceituado técnico de futebol, campeão do mundo inclusive dizendo que “O Futsal é o embrião do Futebol” decepcionante sob meu ponto de vista.
Jamais fomos ou devemos ser embrião de coisa alguma, a menos que seja da nossa própria modalidade o FUTSAL.
Ouço sempre com muita indignação pessoas falarem sobre os diversos atletas que fazem sucesso no futebol terem passagens pelo futsal nas categorias de base, então quer dizer que somos apenas um laboratório de criação de talentos, uma máquina de fazer suco de laranja, ou o bagaço da própria matéria prima.
Pior ainda é ver pessoas orgulhosas quando ouvem isso, achando que isso irá revolucionar o Futsal que tanto necessita de reparos.
Seremos sempre vistos como o “primo pobre” de uma modalidade que não evolui taticamente e que precisa ainda mais talento individual para sustentar-se no comércio internacional em que se transformou o “primo rico”.
Minha indignação vem acompanhada de certa frustração, pois recentemente estive, depois de muito tempo, num estádio de futebol para assistir uma partida, ao vivo, dediquei parte deste tempo em tentar entender algumas coisas que ouço em entrevistas, e sou ousado em dizer; Provem-me que existem táticas pré-determinadas no futebol, que realmente no jogo existem variações de sistemas e principalmente organização.
Não vi absolutamente nada disso, vi um futebol pobre taticamente das duas equipes, um futebol burocrático e simples demais para tamanho investimento.
Ao vivo isso fica claro, pude perceber que as táticas tanto mencionadas são apenas discursos teóricos para ludibriar imprensa e torcedores, o que ocorre de verdade é o famoso “toca e sai” que praticávamos no Futsal em épocas passadas, ou seja, há muitos anos atrás.
Como pode uma modalidade como a nossa, cuja variação tática é enorme, a dinâmica do jogo intensa e nossos atletas dotados de capacidade cognitiva e que precisam atuar em dois sistemas integrados (ataque/marcação) sermos embriões de alguma coisa.
Como podemos aceitar isso?
Temos que lutar para sermos referência de trabalho e de evolução tática, lutarmos para sermos Olímpicos e pararmos de aceitar elogios bonitos.
Penso muito mais coisas a respeito do assunto, posso discutir muito mais a cerca de toda essa história que me causa indignação, mais tenho receio de me deixar levar pela emoção e cometer deslizes.
Eu amo meu esporte, amo minha profissão e me dedico muito inclusive teoricamente para ter que ouvir tantas besteiras, piadas e inclusive comparações, não me indignar seria estar anestesiado por este mercado que privilegia firulas e contempla dançinhas e modismo.
Vou lutar sempre em prol do nosso FUTSAL, mesmo que pra isso tenha que descontentar o ouvido dos que tentam nos inferiorizar.
Ainda verei toda essa história modificada, verei meu esporte e todos os profissionais reconhecidos como devem e ainda verei meu esporte Olímpico.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
O JOGO E O JULGAMENTO
“Quem julga deve estar tão preparado ou mais do que quem joga, pois ao julgar atitudes, interpretar ou aplicar as regras do jogo, o julgador deve conhecê-las muito bem e ter absoluto controle sobre suas emoções, para que não haja prejuízos aos que atuam e investem”.
A frase foi dita pelo técnico Marquinhos Xavier da Copagril/Faville/Dalponte/MCR Futsal, após a partida diante do Joinville no dia 31 de março válida pela sexta rodada da Liga Nacional e foi motivada por sua expulsão ocorrida naquela ocasião.
A partida, que tinha tudo para ser mais um grande espetáculo de futsal, afinal estavam em quadra duas das melhores equipes do Brasil, foi marcada por uma sequência de erros cometidos pela arbitragem, a exemplo da expulsão do técnico rondonense, que desde que assumiu o comando da equipe em 2009, jamais havia sido expulso pela Liga Nacional, tendo no Campeonato Paranaense de Futsal um único registro de expulsão em 2010, segundo ele pelo mesmo motivo.
O futsal vem a cada dia se tornando um esporte mais querido, amado e acompanhado pelos brasileiros e isso se deve muito ao incentivo dado por empresas como a Copagril, que há mais de 10 anos investe no projeto Copagril Futsal e que tem pretensões definidas e um planejamento muito sério que possui objetivos claros. “Aqui realizamos um trabalho sério que representa além de uma comunidade apaixonada pelo futsal, mais de 70 empresas patrocinadoras que apostam nesse projeto”, comenta o presidente da Copagril/Faville/Dalponte/MCR Futsal, Jaime Benjamin Vilani.
Por isso é inevitável a revolta dos torcedores e apoiadores do futsal diante de situações de imprudência por parte da arbitragem. Já não é de agora que o espetáculo vem sendo protagonizado por pessoas que se mostram despreparadas para a responsabilidade que exercem em quadra.
As equipes se preparam, buscam aperfeiçoamento técnico e investe tempo e dinheiro para que, ao ir para o ginásio, o torcedor possa ver um futsal de qualidade. Porém, esse não é o caso de algumas pessoas que usam o apito. Temos visto cada vez mais o despreparo da arbitragem em partidas de alto nível e isso ocasiona revolta, pois para quem conhecem o trabalho que existe por trás de uma equipe, a quantidade de investimentos e responsabilidade que pesa nas costas destes profissionais, não é uma simples tarefa resistir a falta de respeito por parte de “alguns” profissionais do apito.
Os jogos da Copagril/Faville/Dalponte/MCR Futsal no ginásio Ney Braga tem uma das médias de público mais altas da Liga Nacional e do Paranaense, e estes torcedores já estão cansados de ver tantos erros. Não se trata de má intenção na interpretação das regras, mas de despreparo para administrar tamanha responsabilidade.
O futsal precisa urgente de pessoas que estejam à altura dos investimentos, para que erros como estes não ocorram com tanta frequência, pois a insatisfação está presente não somente em Marechal Cândido Rondon, mas em muitas outras cidades que incentivam o futsal e a prática do esporte e acabam se desmotivado a dar continuidade aos seus projetos por se deparar com situações como essa.
É preciso ter mais atenção, e em especial responsabilidade na escala e também na avaliação do trabalho desenvolvido pelos árbitros, para que os mesmos saibam da sua grande responsabilidade, pois fatos como estes não podem se repetir a cada partida.
OBSERVAÇÃO: O texto acima é um protesto feito pela diretoria da Copagril/Faville/Dalponte/MCR Futsal diante de tantos episódios desagradáveis envolvendo a escala de arbitragem para partidas válidas pela Liga Nacional Futsal e o Campeonato Paranaense de Futsal devido à falta de preparo desses profissionais.
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