sexta-feira, 30 de março de 2012

O Desenvolvimento do Trabalho Técnico

Para o bom desenvolvimento técnico precisamos elaborar nosso trabalho com prioridade na melhora da capacidade de autonomia e decisões de nossos atletas, esse desenvolvimento pode garantir segurança e boas respostas, muitas delas não programadas, analises sistemáticas que garantam um bom percentual de controle de erros, pois como de conhecimento de todos, o Futsal possui exigências dinâmicas e apresenta elevado percentual de erros nas decisões.
Para desenvolver esta capacidade de decisões confiáveis e que conduzem a equipe e o atleta a obterem sucesso, um caminho deverá ser percorrido, o caminho ao incentivo, a criatividade e a inovação.
Através de trabalhos desenvolvidos diariamente é possível melhorar e muito o poder de decidir com a qualidade que se deseja.
Os trabalhos mecânicos limitam o potencial cognitivo do atleta e impede que ele responda de acordo com o problema apresentado, e torna-o previsível em suas ações, contrariando o propósito principal do jogo que é o de reagir as ações inesperadas, são elas que muitas vezes garantem sucesso ao resultado do jogo.
As decisões programadas formam um conjunto de ações que auxiliam na solução dos problemas cotidianos, mais eles precisam ter flexibilidade para as adaptações emergenciais e também um controle de índice erro/acerto para um monitoramento confiável e seguro.
O poder para reagir sob pressão e as mudanças frequentes no estado emocional de uma partida obriga o técnico a ler, interpretar e dar solução imediata as ações, quando ele desenvolve um padrão coletivo e incentiva seus atletas a auxiliá-lo neste processo ele ganha colaboradores efetivos e que lhe ajudarão monitorar todo o território de jogo, os movimentos estranhos e também o comportamento dos adversários.
Estes conjuntos de ações geram consistência no trabalho realizado, segurança para obtenção de resultados e em especial, equilíbrio emocional/técnico/tático.

terça-feira, 27 de março de 2012

A vida de Técnico

O objetivo principal do jogo com toda certeza é buscar a superioridade técnica e física sobre seu adversário, é para isso que trabalhamos todos os dias. Sob risco de conseguir ou não tal feito.
Muitas vezes o domínio técnico e físico é evidente o que nem sempre na pratica se traduz em vantagem no resultado, quem de nós nunca presenciou o domínio de uma equipe não acabar com o resultado a seu favor?
Infelizmente a explicação se torna muito difícil quando isso ocorre. Difícil de explicar e difícil de compreender, o que é seguro dizer é que isso acontece.
Por isso além de produzir uma história, o jogo também produz enigmas a respeito do que acontece e de que forma aconteceu.
Outro fator relevante é interpretar a sensação que isso provocará na cabeça de cada atleta seu, como eles analisaram tal acontecimento, e de como irão reagir frente a essa incapacidade de aceitar o jogo como ele se apresenta.
Neste momento entra em cena a presença do Técnico/Psicólogo com grau de conhecimento restrito muitas vezes.
Desconhecer tais fatores pode provocar um agravamento destas sensações e elevar o grau de insegurança e impotência para a necessária reação.
É preciso conhecer o comportamento de cada atleta e sair em busca do auxilio para não por a perder parte importante de seu trabalho técnico e a autoconfiança dos seus atletas.
Primeiro passo: Está descartada a possibilidade de achar culpados. Entende-se neste momento que o mais importante e restaura-se e seguir o caminho em busca de soluções.
Segundo passo: Se não retirarmos as armaduras que usamos na última batalha correremos o risco de esquecer que por baixo delas existem seres humanos.
Terceiro passo: Cada um está com um tipo de ferimento, então o remédio não pode ser igual para todos.
Quarto passo: Senhor Técnico, trate de ser forte e estar preparado para ajudar cada um deles a se recuperar, ouvir e principalmente ter sua própria análise bem resolvida.
Para muitas pessoas todos nós somos vistos como máquinas perfeitas que não podem falhar muitas pessoas são incapazes de nos enxergar por baixo de nossas armaduras, perceberem que sempre nos ferimos em nossos combates (jogos) e que muitas vezes não nos recuperamos desses ferimentos e já estamos lutando novamente.
Cada jogo exige e provoca uma elevada gama de sentimentos e sensações e é muito perigoso lidar com tudo isso sem saber suas conseqüências, o perigo se inicia inclusive quando dizemos “preciso motivar meus atletas” de que forma faremos isso sem desencadear sensações de medo, desconfiança ou de coragem excessiva e bravura?
Cada dia acredito ainda mais que é necessário conhecer-se a si próprio e a seus atletas, entender suas reações e comportamentos para auxiliá-los nesta dura tarefa de competir.
O princípio da individualidade precisa estar sempre presente e claro em nossas ações, não podemos usar a mesma receita, o que para uns é cura, para outros mata.
Após uma derrota os questionamentos e a impotência tomam conta de nossos pensamentos, mais também restauram nosso comportamento e nos deixam mais atentos ao que nos é dito, somos capazes de absorver melhor as informações que nos serão passadas.
Certamente se tivéssemos vencido poderíamos estar movidos também por certa arrogância e orgulho, então é ruim vencer? Não! Não é ruim vencer a questão é que perder faz parte deste contexto, saiba lidar com as duas sensações e busque explicações sensatas para a reconstrução.