Em especial, no esporte existem muitas suposições, mais poucas delas têm algum embasamento técnico/cientifico. São muito raras as medidas norteadas pela segurança no que esta se desenvolvendo ou até mesmo aplicando. Normalmente todas costumam se amparar pelo achismo.
Por alguns motivos é difícil estabelecer critérios técnicos para selecionar o que é melhor ou quem é o melhor, pois inúmeros fatores precisam ser levados em consideração, no entanto e para felicidade de quem está sempre atento ao “mercado” e também amparado por informações é possível sim assegurar a qualidade e eliminar algumas suposições.
O que torna ou profissional ou uma equipe melhor do que a outra?
O que posso afirmar é que algumas características definem um referencial de avaliação dos profissionais e das equipes.
Muitos atletas ou equipes se distinguem inicialmente pelos seus bons resultados ou pela conduta profissional que estabelecem ao longo de seu trabalho.
Outras se valem da experiência que possuem e o tempo de atuação, o que novamente asseguro é que nenhum desses fatores é tão relevante como a relação Qualidade e Trabalho.
Aqui encontra-se o divisor de águas entre os profissionais, aqueles que se preocupam em desenvolver um trabalho com consistência técnico/tático e elaboram seus planos estratégicos e ações em cima das dificuldades que seus atletas possuem, não remove os obstáculos do caminho deles, mais os auxilia a encontrar soluções para transpor.
O aumento da qualidade pessoal/profissional/coletivo possibilita a equipe e ao atleta avanços de qualificação, este parâmetro conceitua o profissional, e por contrapartida as equipes eficientes das pouco eficientes.
Para finalizar este assunto que poderia ser ainda mais extenso pela sua importância e também vasto conteúdo, finalizando relaciono outros dois pontos externos que fazem toda a diferença na vida de um atleta e das equipes:
•O nível de relacionamento entre os envolvidos;
•A segurança de trabalho que a equipe oferece aos profissionais.
Acredito que sem este aporte estrutural as condições se tornam mais complicadas e o nível de comprometimento estará prejudicado.
Grande abraço e muito sucesso a todos sempre.
quinta-feira, 24 de março de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
Agradecimentos aos Amigos do Jacareí Futsal - SP
segunda-feira, 21 de março de 2011
Burnout em Atletas - Psicologia Esportiva
Por: Rafaela Bertoldi
Psicologia do Esporte
A cobrança de técnicos, dirigentes, pais e preparadores físicos para alcançar resultados e treinar durante o ano inteiro com energia e qualidade intensificou-se na última década, devido, em grande parte, aos contratos milionários, ao marketing e ao status alcançado por atletas bem-sucedidos. Mas o preço por esse foco centrado no treinamento e no vencer a qualquer custo, pode ter contribuído para o surgimento do Burnout, que tem tornado-se um dos problemas mais significativos no mundo dos esportes, chegando a abreviar muitas carreiras promissoras.
O Burnout pode ser entendido como uma resposta psicofisiológica de esgotamento causado por esforços excessivos de treinamento e competições esportivas. Sendo que, o mesmo se caracteriza pelo esgotamento, tanto físico como emocional, na forma de perda de preocupação, energia, interesse, confiança, sentimentos de baixa realização pessoal e profissional, auto-estima baixa, fracasso e depressão. Isso é freqüentemente visto, em nível de performance diminuída (WeIinberg e Gould, 2008).
Entretanto, o Burnout em atletas se origina de modo mais marcante a partir da incompatibilidade dos planos e metas iniciais dos mesmos na modalidade esportiva como as demandas crônicas de cunho sócio-psico-físico do próprio esporte, podendo ocasionar como uma das características mais relevantes, o abandono da modalidade esportiva.
Foram desenvolvidas três teorias para ajudar a explicar o Burnout no âmbito do esporte. Cada uma das teorias tem importantes contribuições para o entendimento desse fenômeno que afeta o esporte mundial. A primeira teoria desenvolvida por Smith (1986), busca explicar o Burnout no esporte com base no modelo afetivo-cognitivo de estresse, que consiste em componentes psicológicos, fisiológicos e comportamentais. Sendo que, cada um desses componentes é influenciado pelo nível de motivação e pela personalidade, o que significa dizer que a reação ao estresse no esporte perpassa pelos referidos níveis, sendo esses que determinam o enfrentamento ou o colapso da situação.
Para Smith 1986, quando são colocadas altas demandas ao atleta, tais como pressão para vencer competições diante dos maus resultados e cargas excessivas de treinamento, o atleta poderá produzir alterações fisiológicas negativas (como dores musculares), bem como respostas psicológicas negativas (como diminuição da motivação), essa queda vertiginosa da performance, pode conduzir o atleta ao abandono do esporte.
Já a segunda teoria de Silva (1990), compreende o Burnout pelas respostas negativas provocadas pelo excesso de treinamento. O autor propõe que o treinamento físico estressa o atleta física e psicologicamente e pode ter efeitos positivos e negativos. A adaptação positiva é um resultado desejável do treinamento tal como sobrecarregar o corpo fazendo uma quantidade de trabalho de corrida de velocidade, a fim de tornar-se mais rápida. Entretanto, o treinamento excessivo pode resultar em adaptação negativa. Hipoteticamente, a adaptação negativa leva a respostas negativas, como treinamento excessivo e cansaço, que eventualmente resulta em Burnout.
Finalmente, a terceira teoria desenvolvida por Coackley (1993), tem como a razão real de Burnout, mais especificamente em atletas jovens, está relacionada à organização social de esportes de alta performance e a seus efeitos sobre questões de identidade e autocontrole. O autor afirma que o Burnout aparece porque a estrutura de esportes altamente competitivos não aceitam que os jovens desenvolvam uma identidade própria: eles não conseguem conviver tempo suficiente com seu grupo de iguais fora do contexto esportivo. Portanto, atletas jovens têm sua identidade associada exclusivamente ao sucesso no esporte, o estresse associado ao fracasso pode conduzir ao Burnout.
Conclui-se que, o conhecimento do Burnout, por parte dos profissionais envolvidos com o esporte, pode auxiliar na prevenção do mesmo.
Referências Bibliográficas
COACKLEY, J. J. Burnout among adolescent athletes: A personal failure or social problem? Sociology of Sport Journal, v. 9, n. 3, p. 271-285, 1993.
SMITH, A. E. Toward a cognitive-affective model of athletic burnout. Jounal of Sport Psychology, v. 8, p. 36-50, 1986.
SILVA, J. M. An analysis of the training stress syndrome in competitive athletics. Journal of applied sport psychology, v. 2, p. 5 -20, 1990.
WEINBERG, R.; GOULD, D. Fundamentos da psicologia do esporte e do exercício físico. Porto Alegre: Artmed, 2008.
Psicologia do Esporte
A cobrança de técnicos, dirigentes, pais e preparadores físicos para alcançar resultados e treinar durante o ano inteiro com energia e qualidade intensificou-se na última década, devido, em grande parte, aos contratos milionários, ao marketing e ao status alcançado por atletas bem-sucedidos. Mas o preço por esse foco centrado no treinamento e no vencer a qualquer custo, pode ter contribuído para o surgimento do Burnout, que tem tornado-se um dos problemas mais significativos no mundo dos esportes, chegando a abreviar muitas carreiras promissoras.
O Burnout pode ser entendido como uma resposta psicofisiológica de esgotamento causado por esforços excessivos de treinamento e competições esportivas. Sendo que, o mesmo se caracteriza pelo esgotamento, tanto físico como emocional, na forma de perda de preocupação, energia, interesse, confiança, sentimentos de baixa realização pessoal e profissional, auto-estima baixa, fracasso e depressão. Isso é freqüentemente visto, em nível de performance diminuída (WeIinberg e Gould, 2008).
Entretanto, o Burnout em atletas se origina de modo mais marcante a partir da incompatibilidade dos planos e metas iniciais dos mesmos na modalidade esportiva como as demandas crônicas de cunho sócio-psico-físico do próprio esporte, podendo ocasionar como uma das características mais relevantes, o abandono da modalidade esportiva.
Foram desenvolvidas três teorias para ajudar a explicar o Burnout no âmbito do esporte. Cada uma das teorias tem importantes contribuições para o entendimento desse fenômeno que afeta o esporte mundial. A primeira teoria desenvolvida por Smith (1986), busca explicar o Burnout no esporte com base no modelo afetivo-cognitivo de estresse, que consiste em componentes psicológicos, fisiológicos e comportamentais. Sendo que, cada um desses componentes é influenciado pelo nível de motivação e pela personalidade, o que significa dizer que a reação ao estresse no esporte perpassa pelos referidos níveis, sendo esses que determinam o enfrentamento ou o colapso da situação.
Para Smith 1986, quando são colocadas altas demandas ao atleta, tais como pressão para vencer competições diante dos maus resultados e cargas excessivas de treinamento, o atleta poderá produzir alterações fisiológicas negativas (como dores musculares), bem como respostas psicológicas negativas (como diminuição da motivação), essa queda vertiginosa da performance, pode conduzir o atleta ao abandono do esporte.
Já a segunda teoria de Silva (1990), compreende o Burnout pelas respostas negativas provocadas pelo excesso de treinamento. O autor propõe que o treinamento físico estressa o atleta física e psicologicamente e pode ter efeitos positivos e negativos. A adaptação positiva é um resultado desejável do treinamento tal como sobrecarregar o corpo fazendo uma quantidade de trabalho de corrida de velocidade, a fim de tornar-se mais rápida. Entretanto, o treinamento excessivo pode resultar em adaptação negativa. Hipoteticamente, a adaptação negativa leva a respostas negativas, como treinamento excessivo e cansaço, que eventualmente resulta em Burnout.
Finalmente, a terceira teoria desenvolvida por Coackley (1993), tem como a razão real de Burnout, mais especificamente em atletas jovens, está relacionada à organização social de esportes de alta performance e a seus efeitos sobre questões de identidade e autocontrole. O autor afirma que o Burnout aparece porque a estrutura de esportes altamente competitivos não aceitam que os jovens desenvolvam uma identidade própria: eles não conseguem conviver tempo suficiente com seu grupo de iguais fora do contexto esportivo. Portanto, atletas jovens têm sua identidade associada exclusivamente ao sucesso no esporte, o estresse associado ao fracasso pode conduzir ao Burnout.
Conclui-se que, o conhecimento do Burnout, por parte dos profissionais envolvidos com o esporte, pode auxiliar na prevenção do mesmo.
Referências Bibliográficas
COACKLEY, J. J. Burnout among adolescent athletes: A personal failure or social problem? Sociology of Sport Journal, v. 9, n. 3, p. 271-285, 1993.
SMITH, A. E. Toward a cognitive-affective model of athletic burnout. Jounal of Sport Psychology, v. 8, p. 36-50, 1986.
SILVA, J. M. An analysis of the training stress syndrome in competitive athletics. Journal of applied sport psychology, v. 2, p. 5 -20, 1990.
WEINBERG, R.; GOULD, D. Fundamentos da psicologia do esporte e do exercício físico. Porto Alegre: Artmed, 2008.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Premiação Melhores da Liga 2010

Como havia prometido, gostaria de escrever a respeito da entrega da premiação aos "Melhores da Liga Futsal 2010" coloquei entre aspas, pois todos nós sabemos que ali estávamos como representantes de tantos outros que nos auxiliaram para tal feito.
Muito me alegro por ter recebido esta importante premiação individual em minha carreira, certamente a mais importante que recebi até hoje.
Digo sempre que a vida nos proporciona grandes oportunidades e é preciso aprender muito com elas, me dei conta da importância desta conquista no exato momento que cheguei ao Teatro Municipal de Suzano e lá encontrei grandes amigos, ex-colegas de equipe e que hoje representam suas equipes em diversas funções.
Feliz também de estar ao lado de Renan, Léo Oliveira e Gadeia, que me acompanham nesta grande missão chamada "Copagril Futsal", todos eles merecedores deste prêmio e que representaram muito bem todos os demais companheiros.
Ao meu lado na entrega da premiação estava uma das maiores referências que o Futsal já produziu, o Pivô Lenísio que encanta a todos com sua humildade, diga-se de passagem, é de contagiar, faz o difícil ficar fácil tamanha simplicidade que leva sua vida e sua carreira profissional, pra mim uma grande honra tê-lo neste cenário importante.
A grande ausência sem dúvida nenhuma foi a do Ala Falcão, que representava sua equipe em jogos no Cazaquistão. Realmente foi uma grande ausência, tamanha importância que ele ocupa em nosso esporte, acredito que todos nós devemos lembrar o quanto Falcão é importante para o crescimento de nossa modalidade.
Quero agradecer a todas as pessoas que me parabenizaram por esta conquista e em especial aquelas que estiveram ao meu lado.
Valorizo muito este importante momento e sigo meu trabalho para que outros quem sabe possam vir ao longo de minha carreira.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Copagril - Vice Campeã da Superliga Futsal 2011

Em pouco menos de três meses disputamos duas finais de competições nacionais, juntamente com a Taça Brasil de Clubes, a Liga Nacional e a Superliga são as competições mais importantes do Futsal Brasileiro, de maneira que é impossível não valorizar tamanha conquista. Ao nosso lado nada mais nada menos do que as duas melhores equipes do Futsal Mundial, a Malwee fez história e deixa um legado de conquistas e exemplos do que é ser um grande vencedor, já a ACBF não fica pra trás em nada pois é a mais tradicional e estruturada equipe do Mundo, a única campeã mundial que temos em nosso país. Retrospectos como esse é que nos alegram por esta importante conquista. A Copagril escreve aos poucos sua história também, saímos de um ambiente regional para um grande passo a nível nacional, e para aqueles que acham que essa segunda colocação não é motivo de alegria é só pesquisar quem foram os adversários destas duas importantes equipes em suas disputas anteriores. É um seleto grupo de campeões e dividir este espaço e realmente fantástico. Sinto-me honrado e abençoado por Deus por estar conduzindo minha equipe em momentos tão especiais como esse. Nosso trabalho segue e com ele a certeza de que estamos aprendendo a decidir jogos e finais, a sensação de que é possível vencer certos obstáculos já foi mais forte nesta nossa segunda final. Parabéns a minha Comissão Técnica que realizou um trabalho espetacular em Betim e em especial aos meus Grande Atletas que novamente superaram grandes dificuldades, marca registrada dessa equipe.
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