Desde muito tempo venho utilizando a estatística coletiva de aproveitamento para fundamentar meus pontos de vista, tenho feito um estudo sobre o desempenho das equipes que participam da Liga Nacional e acompanhando seus retrospectos técnicos para obter informações que possam me auxiliar na montagem do planejamento e metas de pontuação. Atribuir esses números a mera coincidência é loucura não é mesmo? É mais difícil chegar a repetir todos esses dados do que estimar metas possíveis de serem alcançadas. A meta de pontuação faz com que a equipe possa administrar melhor seus resultados, quando negativo e também quando favorável. Se perder um jogo em momento e situação onde aquele resultado não fará falta a derrota pode ser encarada como natural sem promoção de problemas emocionais para a equipe, quando se perde um jogo fundamental é preciso buscar em outra oportunidade e assim vai se montando um caminho rumo ao alcance dessa meta.
Abaixo um exemplo, da campanha da Copagril/Favile/Dalponte/MCR na Liga Nacional 2009 e 2010 (Primeira Fase). Em 18 jogos realizados a pontuação e a posição de classificação são idênticas assim como alguns critérios técnicos como número de vitórias, empate e derrotas.
Liga Vitória Empate Derrota Gols F Gols S Ptos %Aproveitamento
2009 9 4 5 38 27 31ptos 57,41%
2010 9 4 5 42 31 31ptos 57,41%
Vale lembrar que esta comparação foi realiza em 18 jogos, ou seja, até o momento...assim podemos criar um parâmetro comparitivo identico, restam ainda 2 partidas para fechar a edição de 2010, podendo melhorar o desempenho geral da equipe na finalização desta fase.
terça-feira, 27 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
A importância das categorias de base
Por: Patrícia Cabral
Assessora de Imprensa
Pela primeira vez, depois de muito tempo de trabalho, estou tendo contato com categorias de base, e a cada dia que passa, tenho mais certeza de que ela é tão importante na vida de um jogador, que influenciará toda sua carreira, e sua vida, e se não for direcionada de maneira correta, e com responsabilidade, poderá ter resultados que marcarão para sempre a história de um jogador.
Quando se trabalha com categorias de base, não está se trabalhando apenas com um craque em potencial, mas sim, com um garoto que passa por transformações físicas e psicológicas, e acima de tudo, se trabalha com sonhos.
Todos eles se imaginam apresentando seu talento em um grande clube do seu país, ou do mundo, e para isso, grande parte deles saem de suas cidades, suas casas em busca disso, e não é fácil. Não só com relação a oportunidade e conseguir uma equipe, mas de adaptação ao clima, pessoas, alimentação, convivência. Cobrar de um menino de 17, 18 anos postura de adulto, fazer com que ele saiba lidar com situações rotineiras, como pagar suas contas, lavar sua roupa, morar com outras pessoas, sentir saudade de casa, ou da comida da mãe. Conheço pessoas que conseguiram fazer isso só com 25, 30 anos. Precocemente, antes de colecionar títulos, eles colecionam responsabilidades.
Categorias de base não forma apenas um futuro jogador. É formação de caráter, de personalidade e porque não , de resgate de valores, por muitos esquecidos ou perdidos .
Apesar de possuírem pouca idade, devem agir com postura de gente madura, de profissional. Devem vestir a camisa do time, como se usassem algo sagrado, que simboliza a paixão do torcedor, e que deve ser extremamente respeitado.
Precisam saber lidar com a vitória, superar derrotas. Precisam absorver conhecimento, reagir positivamente com relação a criticas, saber ser admirado, e ter consciência de que serão responsáveis por distribuir alegrias aos torcedores e futuros fãs.
Técnicos, diretores, empresários , por muitas vezes são também psicólogos, médicos, pai, mãe, precisam ter consciência, de que tem em mãos antes de mais nada, um ser humano, que está sendo moldado, e que levará para sua vida profissional muito do que for aplicado durante sua “formação”.
Ninguém ensina a ser jogador de futebol. O atleta precisa ter talento, vontade e ter possibilidade, oportunidade de aperfeiçoar o que no fundo, já nasceu sabendo. Esta talvez seja uma de nossas maiores funções : aprimorar aquilo que o menino tem de melhor, e não falo apenas de seus dribles, velocidade ou então de suas habilidades , mas falo também de convivência , companheirismo, de compartilhar.
Falo de orientação, mas não de posicionamento, de fundamento, mas de hombridade, de honestidade, e de espírito esportivo.
Mais do que formar bons jogadores e garantir que muitos deles possam no futuro trazer benefícios ao seu clube, o Cascavel Clube Recreativo tem a função de formar cidadão com caráter, determinação, e que saiba valorizar e tratar com responsabilidade e seriedade uma das maiores paixões esportivas da nossa cidade.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Esporte, amizade e as experiências
É, sem dúvida é assim que funcionam as coisas, estar no esporte é fazer amigos e passar por inúmeras experiências, às vezes positivas, às vezes negativas o que não significa que não são importantes para o nosso crescimento.
É muito bom lembrar-se de algumas passagens que nos remete ao pensamento de como é bom viver e lutar por um objetivo.
Acabei de encontrar no MSN Marcelo Batista, meu manager na equipe Italiana FC Marcianise, onde trabalhei na temporada 2006/2007. Acho que pelo nome muitoS não o reconhecerão, mais pelo apelido tenho certeza que sim "TCHELO" grande jogador de Futsal da década de 90, Inpacel, Enxuta e Seleção Brasileira.
Vivemos a experiência de trabalharmos juntos, ele que acompanhava meu trabalho muito tempo me oportunizou a possibilidade de estar no Futsal Europeu, onde vivemos inúmeras dificuldades, inclusive econômica (tipico da Itália) e de como é difícil trabalhar quando o sálario não vem. Embora as inúmeras dificuldades que tivemos, conseguimos driblar as questões pessoais e manter o mais importante "amizade" saber que os problemas que enfrentamos na ordem profissional jamais podem destruir uma amizade e a confiança.
LÁ aprendi com meu preparador físico Corado Sacone (um bravo italiano) uma das frases mais importantes na minha vida, em um momento difícil que a equipe passava na época, eu longe da família e com uma vontade enorme de voltar para o Brasil ele me disse "Mister, se você for embora jamais poderá avaliar seu trabalho aqui, por mais difícil que as coisas sejam precisamos ir até o fim, para no fim avaliar se cumprimos ou não nossa missão".
Graças a oportunidade que o Tchelo me deu, pude também conhecer o Corado e outras tantas pessoas, da qual trago no meu coração e dou um enorme valor apesar de não ter mais contato. Nunca fui de desistir de nada, e hoje mais ainda sigo sempre forte mesmo que as coisas estejam complicadas.
Lições de uma vida no esporte, que agradeço por ter vivido. Hoje agradeço a tudo que passei e por ter tido o prazer de conviver com meus atletas (amigos) e ter aprendido um pouco com cada um deles. FELIZ DIA DO AMIGO!!!
É muito bom lembrar-se de algumas passagens que nos remete ao pensamento de como é bom viver e lutar por um objetivo.
Acabei de encontrar no MSN Marcelo Batista, meu manager na equipe Italiana FC Marcianise, onde trabalhei na temporada 2006/2007. Acho que pelo nome muitoS não o reconhecerão, mais pelo apelido tenho certeza que sim "TCHELO" grande jogador de Futsal da década de 90, Inpacel, Enxuta e Seleção Brasileira.
Vivemos a experiência de trabalharmos juntos, ele que acompanhava meu trabalho muito tempo me oportunizou a possibilidade de estar no Futsal Europeu, onde vivemos inúmeras dificuldades, inclusive econômica (tipico da Itália) e de como é difícil trabalhar quando o sálario não vem. Embora as inúmeras dificuldades que tivemos, conseguimos driblar as questões pessoais e manter o mais importante "amizade" saber que os problemas que enfrentamos na ordem profissional jamais podem destruir uma amizade e a confiança.
LÁ aprendi com meu preparador físico Corado Sacone (um bravo italiano) uma das frases mais importantes na minha vida, em um momento difícil que a equipe passava na época, eu longe da família e com uma vontade enorme de voltar para o Brasil ele me disse "Mister, se você for embora jamais poderá avaliar seu trabalho aqui, por mais difícil que as coisas sejam precisamos ir até o fim, para no fim avaliar se cumprimos ou não nossa missão".
Graças a oportunidade que o Tchelo me deu, pude também conhecer o Corado e outras tantas pessoas, da qual trago no meu coração e dou um enorme valor apesar de não ter mais contato. Nunca fui de desistir de nada, e hoje mais ainda sigo sempre forte mesmo que as coisas estejam complicadas.
Lições de uma vida no esporte, que agradeço por ter vivido. Hoje agradeço a tudo que passei e por ter tido o prazer de conviver com meus atletas (amigos) e ter aprendido um pouco com cada um deles. FELIZ DIA DO AMIGO!!!
terça-feira, 13 de julho de 2010
Controle de erros eventuais de expectativa
A expectativa deve ter monitoramento e avaliação perceptiva, não podendo ser a base das estratégias de uma equipe. Realizar um planejamento com base na expectativa ou de retrospecto pode tornar a conclusão da meta algo impossível.
Por este motivo, o desenvolvimento do trabalho deve primar pelo desenvolvimento do atleta proporcionando a ela a segurança necessária para os momentos decisivos.
Desta forma entendo que o Técnico precisa desenvolver seu trabalho com prioridade na melhora da capacidade e autonomia das decisões de jogo.
Esse desenvolvimento pode garantir que eles tomem decisões não-programadas aquelas que recorrem a sua mente criativa e a sua intuição, não se utilizando apenas de suas análises sistemáticas ocasionando um percentual razoável de erros de expectativa, pois como sabemos o Futsal possui exigência dinâmica e muitas vezes recorrem a criatividade como solução de problemas.
O treinamento técnico aprimora o desenvolvimento motor, elevando seus níveis de precisão nos movimentos, execução e velocidade na reação. Exigências físicas importantes e que proporcionam suporte ao nosso sistema como um todo facilitando assim o nosso poder de decidir os caminhos e as ações estratégicas a serem executadas.
Mais não se pode substituir o desenvolvimento intelectual e emocional do atleta por sessões de trabalhos onde somente o desenvolver do corpo é prioridade.
Qual a justificativa para tal preocupação?
No esporte em geral trabalhamos com a certeza (baseada muitas vezes na expectativa), com o risco (percentual de erro e acerto) e nas incertezas (baseado nas ações imprevisíveis).
Analisando cada uma das situações de forma simplificada observamos que:
•Certeza – Consiste na condição que possuímos de preparação para enfrentar nosso adversário, as informações técnicas a respeito do mesmo e as alternativas disponíveis para o enfrentamento.
Deixando a visão passional de lado e buscando as respostas podemos ai sim conhecer as verdadeiras chances que possuímos.
•Riscos – Conhecer a probabilidade de insucesso e o nível de exposição necessário para obter o resultado.
Quais as reais condições do confronto? Assumir responsabilidades extremas pode comprometer o futuro emocional da equipe, levando-a ao descrédito.
•Incertezas – Fatores que não possuímos o controle, desconhecer alguma informação relevante, clima que move o encontro, arbitragem, condições do jogo e porque não as imprevisíveis do adversário.
Quem pode garantir sair de casa e que irá retornar ao final do dia? Como podemos então assegurar sucesso numa disputa, sabendo que a incerteza é parte do desafio no esporte.
Essas são minhas justificativas para o desenvolvimento de trabalhos que possam auxiliar nossos atletas, entendendo que a preparação deve ser em foco no sentido de prepará-lo para agir também num ambiente não previsto e que muda exatamente com a mesma velocidade do jogo.
Sem desprezar em nenhum momento o trabalho técnico, sugiro a inclusão do trabalho emocional e psicológico como forma de minimizar a incerteza e que o objetivo seja exeqüível.
Montagem do plano de jogo
1 – Examinar a Situação
•Da sua equipe;
•Do adversário.
2 – Criar a Estratégia
•Baseando-se nas previsíveis;
•Baseando-se nas possibilidades imprevisíveis.
3 – Avaliar as Estratégias
•Chances de ser conclusa;
•Chances de insucesso.
4 – Implementar e Monitorar
•Seguir a estratégia;
•Ajustar a estratégia;
•Abortar a estratégia.
Dentro da montagem desse plano de jogo desenvolvemos o trabalho técnico e de preparação emocional, ajustando as expectativas e proporcionando maior segurança para redimensionar a estratégia de trabalho logo após o jogo, se necessário.
Por este motivo, o desenvolvimento do trabalho deve primar pelo desenvolvimento do atleta proporcionando a ela a segurança necessária para os momentos decisivos.
Desta forma entendo que o Técnico precisa desenvolver seu trabalho com prioridade na melhora da capacidade e autonomia das decisões de jogo.
Esse desenvolvimento pode garantir que eles tomem decisões não-programadas aquelas que recorrem a sua mente criativa e a sua intuição, não se utilizando apenas de suas análises sistemáticas ocasionando um percentual razoável de erros de expectativa, pois como sabemos o Futsal possui exigência dinâmica e muitas vezes recorrem a criatividade como solução de problemas.
O treinamento técnico aprimora o desenvolvimento motor, elevando seus níveis de precisão nos movimentos, execução e velocidade na reação. Exigências físicas importantes e que proporcionam suporte ao nosso sistema como um todo facilitando assim o nosso poder de decidir os caminhos e as ações estratégicas a serem executadas.
Mais não se pode substituir o desenvolvimento intelectual e emocional do atleta por sessões de trabalhos onde somente o desenvolver do corpo é prioridade.
Qual a justificativa para tal preocupação?
No esporte em geral trabalhamos com a certeza (baseada muitas vezes na expectativa), com o risco (percentual de erro e acerto) e nas incertezas (baseado nas ações imprevisíveis).
Analisando cada uma das situações de forma simplificada observamos que:
•Certeza – Consiste na condição que possuímos de preparação para enfrentar nosso adversário, as informações técnicas a respeito do mesmo e as alternativas disponíveis para o enfrentamento.
Deixando a visão passional de lado e buscando as respostas podemos ai sim conhecer as verdadeiras chances que possuímos.
•Riscos – Conhecer a probabilidade de insucesso e o nível de exposição necessário para obter o resultado.
Quais as reais condições do confronto? Assumir responsabilidades extremas pode comprometer o futuro emocional da equipe, levando-a ao descrédito.
•Incertezas – Fatores que não possuímos o controle, desconhecer alguma informação relevante, clima que move o encontro, arbitragem, condições do jogo e porque não as imprevisíveis do adversário.
Quem pode garantir sair de casa e que irá retornar ao final do dia? Como podemos então assegurar sucesso numa disputa, sabendo que a incerteza é parte do desafio no esporte.
Essas são minhas justificativas para o desenvolvimento de trabalhos que possam auxiliar nossos atletas, entendendo que a preparação deve ser em foco no sentido de prepará-lo para agir também num ambiente não previsto e que muda exatamente com a mesma velocidade do jogo.
Sem desprezar em nenhum momento o trabalho técnico, sugiro a inclusão do trabalho emocional e psicológico como forma de minimizar a incerteza e que o objetivo seja exeqüível.
Montagem do plano de jogo
1 – Examinar a Situação
•Da sua equipe;
•Do adversário.
2 – Criar a Estratégia
•Baseando-se nas previsíveis;
•Baseando-se nas possibilidades imprevisíveis.
3 – Avaliar as Estratégias
•Chances de ser conclusa;
•Chances de insucesso.
4 – Implementar e Monitorar
•Seguir a estratégia;
•Ajustar a estratégia;
•Abortar a estratégia.
Dentro da montagem desse plano de jogo desenvolvemos o trabalho técnico e de preparação emocional, ajustando as expectativas e proporcionando maior segurança para redimensionar a estratégia de trabalho logo após o jogo, se necessário.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Psicologia do esporte e o Treinamento mental
Por Rafaela Bertoldi
Psicóloga do Esporte
Quantas vezes você viu atletas atribuírem seus maus desempenhos a fatores como perda de concentração ou a se sentirem tensos sob pressão, ou seja, lado mental de seu jogo? Um equívoco que os técnicos e os atletas costumam cometer é tentar corrigir um mau desempenho simplesmente treinando mais. Muitas vezes a falta de habilidades físicas não é o problema real – antes, a causa é uma falta de habilidades mentais. Examinemos uma situação que demonstra essa situação.
A equipe de futsal de “Pedro” (nome fictício) está perdendo por 2 a1, e resta 10 segundos para terminar o jogo quando “Pedro” sofre uma infração e tem um tiro livre direto a seu favor. A equipe adversária tentam intimidar “Pedro”, colocando mais pressão sobre o atleta que vai chutar. Seu técnico lhe diz para simplesmente relaxar e chutar como costuma fazer nos treinos. Mas “Pedro” sabe que o jogo é importante para seus companheiros, para seu técnico, para si mesmo, para a torcida, sua família na plateia e para sua equipe. Ele começa a pensar sobre como se sentiria péssimo se decepcionasse a todos, e essa preocupação começa afetá-lo fisicamente. Quando se aproxima para cobrar o tiro livre direto, os músculos de seus ombros e pernas se retesam. Como resultado, ele apressa seu chute, perde ritmo, erra e sua equipe perde o jogo.
No dia seguinte no treino, o técnico lhe diz para treinar mais seu tiro livre direto, recomendando que ele fique depois do treino para praticá-los. O técnico acredita que o treino extra ajudará “Pedro” a aperfeiçoar sua técnica para que não entre em pânico no próximo grande jogo.
Entretanto, o problema de “Pedro” não teve a ver somente com os mecanismos do chute. O problema real foi que ele ficou muito tenso e não conseguiu relaxar para chutar tranqüilo e coordenalmente, como no treino. Fazê-lo somente treinar chutes livres não o ajudará a superar pressões quando o jogo está para ser decidido. “Pedro” precisa desenvolver habilidades para relaxar física e mentalmente sob grande pressão. Essas habilidades (entre outras) podem ser desenvolvidas por meio do treinamento de habilidades psicológicas.
O treinamento de habilidades psicológicas, refere-se à prática sistemática e consistente de habilidades mentais, emocionais e comportamentais. Assim como as habilidades físicas, habilidades psicológicas como: estabelecer metas, concentrar ou focalizar a atenção, regular os níveis de ativação (estados emocionais), aumentar a autoconfiança e estabelecer e manter a motivação e competitividade, também precisam ser desenvolvidas.
Pesquisas comparativas realizadas com atletas bem-sucedidos X menos bem-sucedidos, indicam que em termos de habilidades mentais e emocionais, os mais bem-sucedidos:
Estabelecem metas (diárias);
Apresentam melhor nível de concentração;
Níveis mais elevados de autoconfiança;
Mais pensamentos orientados a tarefa em vez de orientados a resultados;
Níveis apropriados de ansiedade;
São mais positivos e otimistas;
Usam mentalizações para visualizar o rendimento e sucesso;
São mais determinados;
Demonstram maior comprometimento;
Superam adversidades e bloqueios de desempenho, mantendo seus planos;
Superam os próprios limites.
Conclusão: Em geral, intervenções mentais e emocionais melhoram efetivamente o desempenho competitivo no esporte e devem ser realizadas de maneira individual, sistemática a partir de uma variedade de métodos e técnicas para formar um programa integrado.
Psicóloga do Esporte
Quantas vezes você viu atletas atribuírem seus maus desempenhos a fatores como perda de concentração ou a se sentirem tensos sob pressão, ou seja, lado mental de seu jogo? Um equívoco que os técnicos e os atletas costumam cometer é tentar corrigir um mau desempenho simplesmente treinando mais. Muitas vezes a falta de habilidades físicas não é o problema real – antes, a causa é uma falta de habilidades mentais. Examinemos uma situação que demonstra essa situação.
A equipe de futsal de “Pedro” (nome fictício) está perdendo por 2 a1, e resta 10 segundos para terminar o jogo quando “Pedro” sofre uma infração e tem um tiro livre direto a seu favor. A equipe adversária tentam intimidar “Pedro”, colocando mais pressão sobre o atleta que vai chutar. Seu técnico lhe diz para simplesmente relaxar e chutar como costuma fazer nos treinos. Mas “Pedro” sabe que o jogo é importante para seus companheiros, para seu técnico, para si mesmo, para a torcida, sua família na plateia e para sua equipe. Ele começa a pensar sobre como se sentiria péssimo se decepcionasse a todos, e essa preocupação começa afetá-lo fisicamente. Quando se aproxima para cobrar o tiro livre direto, os músculos de seus ombros e pernas se retesam. Como resultado, ele apressa seu chute, perde ritmo, erra e sua equipe perde o jogo.
No dia seguinte no treino, o técnico lhe diz para treinar mais seu tiro livre direto, recomendando que ele fique depois do treino para praticá-los. O técnico acredita que o treino extra ajudará “Pedro” a aperfeiçoar sua técnica para que não entre em pânico no próximo grande jogo.
Entretanto, o problema de “Pedro” não teve a ver somente com os mecanismos do chute. O problema real foi que ele ficou muito tenso e não conseguiu relaxar para chutar tranqüilo e coordenalmente, como no treino. Fazê-lo somente treinar chutes livres não o ajudará a superar pressões quando o jogo está para ser decidido. “Pedro” precisa desenvolver habilidades para relaxar física e mentalmente sob grande pressão. Essas habilidades (entre outras) podem ser desenvolvidas por meio do treinamento de habilidades psicológicas.
O treinamento de habilidades psicológicas, refere-se à prática sistemática e consistente de habilidades mentais, emocionais e comportamentais. Assim como as habilidades físicas, habilidades psicológicas como: estabelecer metas, concentrar ou focalizar a atenção, regular os níveis de ativação (estados emocionais), aumentar a autoconfiança e estabelecer e manter a motivação e competitividade, também precisam ser desenvolvidas.
Pesquisas comparativas realizadas com atletas bem-sucedidos X menos bem-sucedidos, indicam que em termos de habilidades mentais e emocionais, os mais bem-sucedidos:
Estabelecem metas (diárias);
Apresentam melhor nível de concentração;
Níveis mais elevados de autoconfiança;
Mais pensamentos orientados a tarefa em vez de orientados a resultados;
Níveis apropriados de ansiedade;
São mais positivos e otimistas;
Usam mentalizações para visualizar o rendimento e sucesso;
São mais determinados;
Demonstram maior comprometimento;
Superam adversidades e bloqueios de desempenho, mantendo seus planos;
Superam os próprios limites.
Conclusão: Em geral, intervenções mentais e emocionais melhoram efetivamente o desempenho competitivo no esporte e devem ser realizadas de maneira individual, sistemática a partir de uma variedade de métodos e técnicas para formar um programa integrado.
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