Marquinhos Xavier Futsal
ELEITO O MELHOR TÉCNICO DA LIGA FUTSAL 2010
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Lançamento Oficial - Primeiro Estágio para Treinadores de Futsal
A Copagril/Faville/Dalponte Lança oficialmente seu Primeiro Estágio para Treinadores. Interessados deverão entrar em contato através do e-mail estagiocopagrilfutsal@hotmail.com e solicitar o Edital de Inscrição do evento. VAGAS LIMITADAS!
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Análise de Progressão – Montagem e Correção
Construção dos ciclos de montagem e correção dos padrões táticos
Se nosso objetivo com o treinamento é de melhorar e evoluir constantemente, o Princípio de Progressão Tática será sempre o melhor parâmetro para isso, pois através dele será elaborada uma analise sistemática com objetivo principal de identificar as estruturas treinadas e posteriormente aplicadas nos jogos.
Afirmo também ser verdadeiro o fato de que sempre existe certa resistência as grandes mudanças, e esse talvez seja o ponto de maior dificuldade de todos os treinadores, cito Goleman et al. (2002), “é necessário criar um espaço onde os velhos hábitos possam ser evitados e possam ensaiar o novo comportamento”.
Baseio-me na citação para dizer que não é simples o ato de modificar padrões de comportamento tático, que ao meu entender são os que mais dificultam a evolução de nossos trabalhos, é comum verificarmos que carregamos parte significativa da responsabilidade de nossas equipes, mas que necessitamos do entendimento e da compreensão para que nosso trabalho possa realmente ter bons resultados.
Balizado na experiência afirmo que os métodos de resistência e imposição para o “quem pode manda e quem tem juízo obedece” não cabe mais em nosso esporte.
Feito isso, há muito tempo dedico parte relevante do meu tempo para criar atividades que possam conduzir meus atletas a executarem suas tarefas sem que percebam que através delas modificam seus padrões táticos.
Entendo que os sistemas de jogo são integrados, e que atacar e defender forma uma só estrutura, assim sendo, a velocidade da mudança e adaptação desta mudança é imprescindível.
Trabalhamos com ótica global em relação ao jogo, analisando sempre o mesmo com interação dinâmica, desta maneira separamos as fases do jogo com os momentos do jogo que no meu ponto de vista necessitam de atenções especiais.
Com esta visão global alteramos nossa visão sobre o que é tática e de que maneira trabalhamos ela, pois tática não representa apenas a configuração organizada do jogo, mais, o entendimento e leitura de tudo que acontece ao seu redor.
Para que um atleta possa ser considerado “inteligente” taticamente ele precisa não apenas reproduzir os ensaios do treinamento, mais ter ampla visão das infinitas ocorrências das situações do jogo.
Assim, cabe ao treinador as orientações e o desenvolvimento do modelo de treino que privilegie a construção de respostas a problemática do jogo, desenvolvendo capacidade de decisões, dando ao atleta uma capacidade tática ilimitada.
Todos devem entender as ações do jogo coletivo, criando identidade própria para equipe, cultura de organização específica e linguagem tática global.
Em resumo o treinamento não pode ser um campo previsível, nossos atletas não podem responder mecanicamente as ações, devem pensar e agir conforme o ambiente que encontram e nós treinadores somos os responsáveis pela criação destes ambientes de incerteza, assim produzimos efeitos práticos nos jogos.
Por fim, a Análise de Progressão, tema deste artigo é necessária para avaliar os estágios da evolução tática coletiva, adaptação do atleta/equipe dentro do envoltório tático, necessidades de correção e avanço das dificuldades para torná-los ainda mais preparados para um jogo incerto e com problemática frequente.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Estágio para Treinadores de Futsal
"Com objetivo de proporcionar aos interessados o conhecimento das técnicas e metodologias aplicadas no projeto da Copagril/Faville/Dalponte Futsal, estamos finalizando a elaboração do nosso 1o. Estágio para Treinadores de Futsal"
Após analisarmos diversas situações, entendemos que é importante dividir nosso espaço com aqueles que realmente buscam aperfeiçoamento profissional.
A Copagril/Faville/Dalponte Futsal se tornou uma das referências para o Futsal Brasileiro, bem como, para tantos profissionais que trabalham muito para concretizar seus sonhos.
Nós da Copagril Futsal entendemos que é possível se tornar "grande" através de muito trabalho e disciplina, com conceitos atualizados e uma gestão humana permanente, desta maneira convidaremos todos aqueles que tiverem interesse a nos visitar e participar de um ambiente onde o Futsal cresce e se desenvolve através de muita dedicação.
Em breve estaremos lançando a divulgação, você é nosso convidado!
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Futsal – Embrião do Futebol?
Ao invés de referência somos citados com embriões
Recentemente ouvi a entrevista de um conceituado técnico de futebol, campeão do mundo inclusive dizendo que “O Futsal é o embrião do Futebol” decepcionante sob meu ponto de vista.
Jamais fomos ou devemos ser embrião de coisa alguma, a menos que seja da nossa própria modalidade o FUTSAL.
Ouço sempre com muita indignação pessoas falarem sobre os diversos atletas que fazem sucesso no futebol terem passagens pelo futsal nas categorias de base, então quer dizer que somos apenas um laboratório de criação de talentos, uma máquina de fazer suco de laranja, ou o bagaço da própria matéria prima.
Pior ainda é ver pessoas orgulhosas quando ouvem isso, achando que isso irá revolucionar o Futsal que tanto necessita de reparos.
Seremos sempre vistos como o “primo pobre” de uma modalidade que não evolui taticamente e que precisa ainda mais talento individual para sustentar-se no comércio internacional em que se transformou o “primo rico”.
Minha indignação vem acompanhada de certa frustração, pois recentemente estive, depois de muito tempo, num estádio de futebol para assistir uma partida, ao vivo, dediquei parte deste tempo em tentar entender algumas coisas que ouço em entrevistas, e sou ousado em dizer; Provem-me que existem táticas pré-determinadas no futebol, que realmente no jogo existem variações de sistemas e principalmente organização.
Não vi absolutamente nada disso, vi um futebol pobre taticamente das duas equipes, um futebol burocrático e simples demais para tamanho investimento.
Ao vivo isso fica claro, pude perceber que as táticas tanto mencionadas são apenas discursos teóricos para ludibriar imprensa e torcedores, o que ocorre de verdade é o famoso “toca e sai” que praticávamos no Futsal em épocas passadas, ou seja, há muitos anos atrás.
Como pode uma modalidade como a nossa, cuja variação tática é enorme, a dinâmica do jogo intensa e nossos atletas dotados de capacidade cognitiva e que precisam atuar em dois sistemas integrados (ataque/marcação) sermos embriões de alguma coisa.
Como podemos aceitar isso?
Temos que lutar para sermos referência de trabalho e de evolução tática, lutarmos para sermos Olímpicos e pararmos de aceitar elogios bonitos.
Penso muito mais coisas a respeito do assunto, posso discutir muito mais a cerca de toda essa história que me causa indignação, mais tenho receio de me deixar levar pela emoção e cometer deslizes.
Eu amo meu esporte, amo minha profissão e me dedico muito inclusive teoricamente para ter que ouvir tantas besteiras, piadas e inclusive comparações, não me indignar seria estar anestesiado por este mercado que privilegia firulas e contempla dançinhas e modismo.
Vou lutar sempre em prol do nosso FUTSAL, mesmo que pra isso tenha que descontentar o ouvido dos que tentam nos inferiorizar.
Ainda verei toda essa história modificada, verei meu esporte e todos os profissionais reconhecidos como devem e ainda verei meu esporte Olímpico.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
O JOGO E O JULGAMENTO
“Quem julga deve estar tão preparado ou mais do que quem joga, pois ao julgar atitudes, interpretar ou aplicar as regras do jogo, o julgador deve conhecê-las muito bem e ter absoluto controle sobre suas emoções, para que não haja prejuízos aos que atuam e investem”.
A frase foi dita pelo técnico Marquinhos Xavier da Copagril/Faville/Dalponte/MCR Futsal, após a partida diante do Joinville no dia 31 de março válida pela sexta rodada da Liga Nacional e foi motivada por sua expulsão ocorrida naquela ocasião.
A partida, que tinha tudo para ser mais um grande espetáculo de futsal, afinal estavam em quadra duas das melhores equipes do Brasil, foi marcada por uma sequência de erros cometidos pela arbitragem, a exemplo da expulsão do técnico rondonense, que desde que assumiu o comando da equipe em 2009, jamais havia sido expulso pela Liga Nacional, tendo no Campeonato Paranaense de Futsal um único registro de expulsão em 2010, segundo ele pelo mesmo motivo.
O futsal vem a cada dia se tornando um esporte mais querido, amado e acompanhado pelos brasileiros e isso se deve muito ao incentivo dado por empresas como a Copagril, que há mais de 10 anos investe no projeto Copagril Futsal e que tem pretensões definidas e um planejamento muito sério que possui objetivos claros. “Aqui realizamos um trabalho sério que representa além de uma comunidade apaixonada pelo futsal, mais de 70 empresas patrocinadoras que apostam nesse projeto”, comenta o presidente da Copagril/Faville/Dalponte/MCR Futsal, Jaime Benjamin Vilani.
Por isso é inevitável a revolta dos torcedores e apoiadores do futsal diante de situações de imprudência por parte da arbitragem. Já não é de agora que o espetáculo vem sendo protagonizado por pessoas que se mostram despreparadas para a responsabilidade que exercem em quadra.
As equipes se preparam, buscam aperfeiçoamento técnico e investe tempo e dinheiro para que, ao ir para o ginásio, o torcedor possa ver um futsal de qualidade. Porém, esse não é o caso de algumas pessoas que usam o apito. Temos visto cada vez mais o despreparo da arbitragem em partidas de alto nível e isso ocasiona revolta, pois para quem conhecem o trabalho que existe por trás de uma equipe, a quantidade de investimentos e responsabilidade que pesa nas costas destes profissionais, não é uma simples tarefa resistir a falta de respeito por parte de “alguns” profissionais do apito.
Os jogos da Copagril/Faville/Dalponte/MCR Futsal no ginásio Ney Braga tem uma das médias de público mais altas da Liga Nacional e do Paranaense, e estes torcedores já estão cansados de ver tantos erros. Não se trata de má intenção na interpretação das regras, mas de despreparo para administrar tamanha responsabilidade.
O futsal precisa urgente de pessoas que estejam à altura dos investimentos, para que erros como estes não ocorram com tanta frequência, pois a insatisfação está presente não somente em Marechal Cândido Rondon, mas em muitas outras cidades que incentivam o futsal e a prática do esporte e acabam se desmotivado a dar continuidade aos seus projetos por se deparar com situações como essa.
É preciso ter mais atenção, e em especial responsabilidade na escala e também na avaliação do trabalho desenvolvido pelos árbitros, para que os mesmos saibam da sua grande responsabilidade, pois fatos como estes não podem se repetir a cada partida.
OBSERVAÇÃO: O texto acima é um protesto feito pela diretoria da Copagril/Faville/Dalponte/MCR Futsal diante de tantos episódios desagradáveis envolvendo a escala de arbitragem para partidas válidas pela Liga Nacional Futsal e o Campeonato Paranaense de Futsal devido à falta de preparo desses profissionais.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Os Princípios das Sessões de Treinamento
Princípios e características das sessões de treinamento
As sessões de treinamento costumam trazer elementos pessoais, cada técnico possui sua metodologia de treinamento, e traz com sigo o seu próprio estilo de trabalho.
Todos buscam a mesma coisa, o rendimento coletivo e individual de seus atletas, mais a excelência dependerá sempre do nível em que ele estimula as aptidões técnicas de seus atletas.
Encontramos então a nossa verdadeira missão, buscar e identificar os limites, propor ao treinamento as dificuldades necessárias, colocar problemas, dificuldades e obstáculos para testar a evolução.
Repetir várias vezes alguns exercícios poderão evidenciar a busca do seu limite máximo, imprescindível nos jogos e em especial nos finais das partidas onde o limite é colocado a provo.
O principio básico do treinamento é buscar uma evolução técnica, tática e física coletiva/individual, nunca esquecendo que a individualidade deve ser observada para que o efeito seja sempre uniforme.
Apenas executar movimentos não garantem evolução, pois o principio secundário das sessões é de proporcionar autonomia nas decisões e portanto, o que por sua vez proporcionará ao atleta alterações do padrão de movimento proposto para um ajuste de movimento necessário para tal situação. Vale ressaltar que esta autonomia advém do próprio ambiente de treino, das características de liberdade que nós técnico oportunizamos aos nossos atletas e da forma criativa que desenvolvemos nossos trabalhos.
Não estou lançando novos conceitos para o desenvolvimento das sessões, estou apenas resgatando o verdadeiro principio do treino que é de se aproximar sempre da realidade do jogo, e por meio deste tornar eficiente a atuação de nossa equipe.
As características técnicas individuais de nosso trabalho também precisam estar presentes neste processo, diz o ditado que “...a equipe é a cara de seu técnico”. Isso é verdadeiro e facilmente percebido quando enfrentamos equipes com estilo de jogo próprio e que traz a ideia principal do jogo conforme seu treinador a enxerga.
Implantar sua característica de trabalho aos princípios do treinamento é a chave para a identificação desses conceitos, por sua vez, um caminho seguro ao desenvolvimento coletivo. Uma equipe que atua somente na “motivação” do confronto trilha caminhos incerto, pois a motivação é parte deste processo e não deve ser a parte principal, ou então o treinamento passa a não ter legitimidade.
Equipes desconfiguradas taticamente revelam o modelo de treino desenvolvido diariamente, além de produzir internamente inseguranças quanto a sua eficiência. Quando isso ocorre algo está errado e precisa ser revisto, pois facilmente reconhecemos quando não estamos no caminho certo, o resultado passa a ser apenas a confirmação disso.
Outro principio importante no treinamento é a mobilização, quando deixamos de nos mobilizarmos e buscarmos a evolução constante nossos adversários nos ultrapassam e iniciamos um declínio técnico perigoso.
Cabe ao técnico a tarefa de monitorar se sua equipe esta realmente mobilizada para a realização das tarefas e conseqüentemente das metas/objetivos propostos coletivamente. Exigir mobilização em torno destes pontos resulta em disciplina e intensidade que aliados ao trabalho formam os pilares do sucesso de uma equipe.
“Se você não estiver com vontade de treinar, reduza a duração, e não a intensidade”. (André Agassi).
Este será sempre o ponto chave para alcançar sucesso, e nós treinadores teremos sempre à grande responsabilidade de monitorar e conduzir nossos trabalhos, desta maneira lembre-se que muito antes de colocar táticas ao jogo precisamos incutir a filosofia de sermos sempre intensos naquilo que fazemos esta é a característica principal que podemos deixar em nossa equipe, a marca registrada aliada aos princípios do treinamento.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Princípio da Progressão Tática
Avaliações e analises da aplicabilidade tática
A ideia central do tema é direcionar importância ao processo de progressão das táticas aplicadas no jogo. O tema não está intimamente ligado as evoluções táticas no treinamento, mas sua real aplicação no jogo.
Existe sim uma ligação ao que se desenvolve nas sessões de treinamento, porém, a avaliação do que foi treinado e do que foi aplicado indica ou não, uma progressão.
Desta maneira podemos dividir este princípio de progressão em três partes, assim nominadas neste conteúdo:
• Avaliação pós-ciclo de treino;
• Análise pré-jogo;
• Análise pós-jogo.
Avaliação pós-ciclo de treino – Destina-se a uma avaliação de todo o conteúdo de trabalho elaborado para a montagem tática, tais como:
Situações de jogo e sistemas;
Elaboração das variações táticas;
Estratégias emergenciais.
Entre outras necessidades que possam garantir legitimidade ao trabalho.
Desta maneira tudo que for elaborado neste ciclo pode e deve ser discutido entre todos os envolvidos, a fim de identificar as possibilidades de aplicá-las ou não no jogo. Mesmo que neste momento seja um tanto quanto subjetivo analisar.
De comum acordo e estabelecido os critérios e ajustes, todos trabalham para o seu cumprimento, criando assim uma ralação de confiança no que foi proposto e estabelecido.
Análise pré-Jogo – Relacionado ao estudo tático do adversário e aplicação da tática e estratégias estabelecidas.
Análise de riscos;
Definição dos sistemas (marcação e ataque);
Ações emergenciais (contenção/exposição).
Outras situações também poderão ser relacionadas, mas o foco principal será elaborar planos táticos baseando-se nas características do adversário, diria, Plano Específico de Confronto.
Neste processo é extremamente importante analisar fatores externos, estatística e ambiente do confronto.
Os fatores externos são as analises comparativas entre as duas equipes, pontuação, posição de classificação e custo da partida.
Fatores estatísticos relacionados ao aproveitamento técnico e outras variáveis de controle.
Fatores ambientais dizem respeito ao local do confronto, em que condições ele ocorre, expectativas emocionais que ele se desenvolverá etc...
A união destes processos cria padrões de analises recomendáveis – PAR Tático.
Tema central deste artigo chego ao ponto principal e que considero o mais relevante.
Análise pós-jogo – Justifico os motivos pelo qual considero este o ponto relevante deste conteúdo, a análise pós-jogo garante evolução ao conjunto desenvolvido anteriormente.
Com a desintegração dos princípios aqui elaborados, conseguimos monitorar e avaliar melhor as etapas do nosso trabalho, desta maneira os pontos passam a receber atenção na medida em que vamos vivenciando separadamente cada um deles.
A análise pós-jogo retrata a forma com que os conteúdos táticos foram elaborados e aplicados, bem como, conseguimos de forma objetivo avaliar seus resultados.
Lógico que necessitamos de bom senso para neste contexto analisar o resultado obtido.
Tudo deve ser avaliado separadamente da seguinte forma:
O desenvolvimento do jogo;
O resultado do jogo;
O benefício ou prejuízo alcançado com o resultado.
Em muitos casos vencer uma partida não significa que houve progressão tática. Assim como, perder uma partida também não significa que houve atraso ou que não obtivemos crescimento.
Trabalhamos para vencer jogos, mais é importante não se desligar do trabalho realizado, pois em determinado momento será ele que garantirá sucesso nos momentos decisivos.
Costumo dizer que existem equipes que “vencem jogos, mais não vencem competições”.
Um resultado isolado é apenas um resultado isolado, um trabalho bem realizado é um caminho para o sucesso,
Finalizando o tema, saliento ainda a importância de administrar bem os resultados que são obtidos, sem pânico nas derrotas e tão pouco euforia demasiada em vitórias. É importante entender que a progressão tática se constrói através de conceitos definidos e muita disciplina.
A ideia central do tema é direcionar importância ao processo de progressão das táticas aplicadas no jogo. O tema não está intimamente ligado as evoluções táticas no treinamento, mas sua real aplicação no jogo.
Existe sim uma ligação ao que se desenvolve nas sessões de treinamento, porém, a avaliação do que foi treinado e do que foi aplicado indica ou não, uma progressão.
Desta maneira podemos dividir este princípio de progressão em três partes, assim nominadas neste conteúdo:
• Avaliação pós-ciclo de treino;
• Análise pré-jogo;
• Análise pós-jogo.
Avaliação pós-ciclo de treino – Destina-se a uma avaliação de todo o conteúdo de trabalho elaborado para a montagem tática, tais como:
Situações de jogo e sistemas;
Elaboração das variações táticas;
Estratégias emergenciais.
Entre outras necessidades que possam garantir legitimidade ao trabalho.
Desta maneira tudo que for elaborado neste ciclo pode e deve ser discutido entre todos os envolvidos, a fim de identificar as possibilidades de aplicá-las ou não no jogo. Mesmo que neste momento seja um tanto quanto subjetivo analisar.
De comum acordo e estabelecido os critérios e ajustes, todos trabalham para o seu cumprimento, criando assim uma ralação de confiança no que foi proposto e estabelecido.
Análise pré-Jogo – Relacionado ao estudo tático do adversário e aplicação da tática e estratégias estabelecidas.
Análise de riscos;
Definição dos sistemas (marcação e ataque);
Ações emergenciais (contenção/exposição).
Outras situações também poderão ser relacionadas, mas o foco principal será elaborar planos táticos baseando-se nas características do adversário, diria, Plano Específico de Confronto.
Neste processo é extremamente importante analisar fatores externos, estatística e ambiente do confronto.
Os fatores externos são as analises comparativas entre as duas equipes, pontuação, posição de classificação e custo da partida.
Fatores estatísticos relacionados ao aproveitamento técnico e outras variáveis de controle.
Fatores ambientais dizem respeito ao local do confronto, em que condições ele ocorre, expectativas emocionais que ele se desenvolverá etc...
A união destes processos cria padrões de analises recomendáveis – PAR Tático.
Tema central deste artigo chego ao ponto principal e que considero o mais relevante.
Análise pós-jogo – Justifico os motivos pelo qual considero este o ponto relevante deste conteúdo, a análise pós-jogo garante evolução ao conjunto desenvolvido anteriormente.
Com a desintegração dos princípios aqui elaborados, conseguimos monitorar e avaliar melhor as etapas do nosso trabalho, desta maneira os pontos passam a receber atenção na medida em que vamos vivenciando separadamente cada um deles.
A análise pós-jogo retrata a forma com que os conteúdos táticos foram elaborados e aplicados, bem como, conseguimos de forma objetivo avaliar seus resultados.
Lógico que necessitamos de bom senso para neste contexto analisar o resultado obtido.
Tudo deve ser avaliado separadamente da seguinte forma:
O desenvolvimento do jogo;
O resultado do jogo;
O benefício ou prejuízo alcançado com o resultado.
Em muitos casos vencer uma partida não significa que houve progressão tática. Assim como, perder uma partida também não significa que houve atraso ou que não obtivemos crescimento.
Trabalhamos para vencer jogos, mais é importante não se desligar do trabalho realizado, pois em determinado momento será ele que garantirá sucesso nos momentos decisivos.
Costumo dizer que existem equipes que “vencem jogos, mais não vencem competições”.
Um resultado isolado é apenas um resultado isolado, um trabalho bem realizado é um caminho para o sucesso,
Finalizando o tema, saliento ainda a importância de administrar bem os resultados que são obtidos, sem pânico nas derrotas e tão pouco euforia demasiada em vitórias. É importante entender que a progressão tática se constrói através de conceitos definidos e muita disciplina.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Construção Metodológica do Treinamento
Conceituação e Importância das Sessões de treinamento
Penso que uma das grandes preocupações que todos nós temos diante de uma equipe e saber como administrar e planejar nossas sessões de treinamento, dar as sessões um caráter de proximidade técnica e legitimidade ao jogo que se desenvolverá.
O treinamento não é apenas repetição de atividades técnicas e táticas, vão muito além disse.
O treinamento deve assemelhar-se ao jogo proposto pelo modelo técnico da equipe e suas características individuais/coletivas.
As dúvidas de como treinar e de que forma maximizar os benefícios do treinamento criam uma grande lacuna, despertando ainda mais interesse pelos modelos de treinamento de equipes que obtém sucesso.
Com o surgimento dessa problemática, identificamos alguns fatores importantes para o esclarecimento dessas dúvidas.
O foco de observação deve ser em pontos determinantes para o sucesso das ações, tais como:
•De que forma estamos treinando e se realmente estamos aplicando nas sessões os conceitos do nosso modelo de jogo;
•Se as sessões de treino contemplam características técnicas, táticas e físicas;
•E se existe uma concepção de jogo integrado com o processo de treinamento.
A identificação desses aspectos auxiliam nossas conclusões por relacionarem objetivamente em que caminho estamos e em que direção iremos seguir.
Com informações claras, poderemos traçar a forma ideal que pretendemos para que nossa equipe treine em função da forma que irá jogar.
Os treinamentos são momentos importantes para que os recursos técnicos sejam aprimorados, mas o mais importante é utilizar o treinamento para transmitir aos atletas a forma que você pensa e sua filosofia de jogo.
Se você conseguir transmitir essa informação, com certeza o seu planejamento de treino está no caminho certo.
Embora a periodização seja fundamental para que haja um caminho a ser seguido, ele é parte desse processo e não o todo.
Ficamos muitas vezes preocupados em saber o que vamos trabalhar qual a intensidade e volume das sessões e deixamos de pensar no ponto principal que é entender se conseguimos passar a mensagem principal, e se os atletas entenderam uniformemente estas mensagens.
Penso que uma das grandes preocupações que todos nós temos diante de uma equipe e saber como administrar e planejar nossas sessões de treinamento, dar as sessões um caráter de proximidade técnica e legitimidade ao jogo que se desenvolverá.
O treinamento não é apenas repetição de atividades técnicas e táticas, vão muito além disse.
O treinamento deve assemelhar-se ao jogo proposto pelo modelo técnico da equipe e suas características individuais/coletivas.
As dúvidas de como treinar e de que forma maximizar os benefícios do treinamento criam uma grande lacuna, despertando ainda mais interesse pelos modelos de treinamento de equipes que obtém sucesso.
Com o surgimento dessa problemática, identificamos alguns fatores importantes para o esclarecimento dessas dúvidas.
O foco de observação deve ser em pontos determinantes para o sucesso das ações, tais como:
•De que forma estamos treinando e se realmente estamos aplicando nas sessões os conceitos do nosso modelo de jogo;
•Se as sessões de treino contemplam características técnicas, táticas e físicas;
•E se existe uma concepção de jogo integrado com o processo de treinamento.
A identificação desses aspectos auxiliam nossas conclusões por relacionarem objetivamente em que caminho estamos e em que direção iremos seguir.
Com informações claras, poderemos traçar a forma ideal que pretendemos para que nossa equipe treine em função da forma que irá jogar.
Os treinamentos são momentos importantes para que os recursos técnicos sejam aprimorados, mas o mais importante é utilizar o treinamento para transmitir aos atletas a forma que você pensa e sua filosofia de jogo.
Se você conseguir transmitir essa informação, com certeza o seu planejamento de treino está no caminho certo.
Embora a periodização seja fundamental para que haja um caminho a ser seguido, ele é parte desse processo e não o todo.
Ficamos muitas vezes preocupados em saber o que vamos trabalhar qual a intensidade e volume das sessões e deixamos de pensar no ponto principal que é entender se conseguimos passar a mensagem principal, e se os atletas entenderam uniformemente estas mensagens.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Não somos parecidos com o Futebol, nosso esporte se chama Futsal
Jogo de elevada exigência técnica, dinâmico e com características próprias
A falta de literaturas e de uma clara definição sobre o Futsal ainda proporcionam comparações com Futebol, atrasando nossa evolução como modalidade própria com características e elementos específicos.
O Futsal não é um esporte parecido com o Futebol sob meu ponto de vista, possuímos independência técnica e tática e visivelmente física.
Talvez o fato de ser praticado em um terreno de jogo onde os objetivos e as regras são "parecidas", onde se desenvolve um confronto entre duas equipes e cujo objetivo é vencer a imposição de uma defesa a fim de concretizar um lance de ataque com sucesso e que este represente o grande momento do jogo, o Gol. Posso assegurar que o Futsal é diferente e possivelmente acabe aqui as nossas semelhanças.
Estas semelhanças confundem e impedem que o Futsal possua sua própria identidade e por conseqüência tenhamos nossos conceitos e características bem definidos.
Objetivo deste tema e de despertar o interesse pelas nossas particularidades, oportunizar senso critico e conceituar o Futsal.
Posso rapidamente elencar nossas particularidades e de forma resumida justificar a necessidade de conceituar o Futsal como modalidade própria.
Convivemos em um “terreno” de jogo incerto, com problemática e muito imprevisível, antes que alguém possa me dizer que estas características também estão presentes no Futebol, me antecipo que a grande diferença está exatamente no tempo de ação/reação para a resolução dessas situações, o Futsal possui elevado grau de dificuldade e o atleta por sua vez necessita de uma velocidade psico/motora integrada para agir em frações de segundos. Essa é nossa característica principal, sermos velozes na Ação Cognitiva e nas Ações Motoras, nossas respostas são imediatas e isso nos torna diferente.
Outro ponto determinante para justificar meu tema, são as características multifuncionais dos atletas de Futsal que por obrigação precisam atacar e defender com o mesmo grau de exigência, habituar-se a jogar em posições de defesa e ataque e cumprir as tarefas predominantes nestas posições, não se pode ter liberdade para somente atacar ou restrições para somente defender, no Futsal os sistemas são interligados e, portanto as funções executadas precisam também estarem interligadas.
O atleta de Futsal participa da partida durante períodos/ciclos do jogo, saí e retorna ao mesmo para continuar competindo, estas possibilidades elevam a dinâmica e a exigência física do jogo, tornando-o continuo e muito intenso.
Somos diferentes e somos específicos, nosso esporte é o Futsal.
A falta de literaturas e de uma clara definição sobre o Futsal ainda proporcionam comparações com Futebol, atrasando nossa evolução como modalidade própria com características e elementos específicos.
O Futsal não é um esporte parecido com o Futebol sob meu ponto de vista, possuímos independência técnica e tática e visivelmente física.
Talvez o fato de ser praticado em um terreno de jogo onde os objetivos e as regras são "parecidas", onde se desenvolve um confronto entre duas equipes e cujo objetivo é vencer a imposição de uma defesa a fim de concretizar um lance de ataque com sucesso e que este represente o grande momento do jogo, o Gol. Posso assegurar que o Futsal é diferente e possivelmente acabe aqui as nossas semelhanças.
Estas semelhanças confundem e impedem que o Futsal possua sua própria identidade e por conseqüência tenhamos nossos conceitos e características bem definidos.
Objetivo deste tema e de despertar o interesse pelas nossas particularidades, oportunizar senso critico e conceituar o Futsal.
Posso rapidamente elencar nossas particularidades e de forma resumida justificar a necessidade de conceituar o Futsal como modalidade própria.
Convivemos em um “terreno” de jogo incerto, com problemática e muito imprevisível, antes que alguém possa me dizer que estas características também estão presentes no Futebol, me antecipo que a grande diferença está exatamente no tempo de ação/reação para a resolução dessas situações, o Futsal possui elevado grau de dificuldade e o atleta por sua vez necessita de uma velocidade psico/motora integrada para agir em frações de segundos. Essa é nossa característica principal, sermos velozes na Ação Cognitiva e nas Ações Motoras, nossas respostas são imediatas e isso nos torna diferente.
Outro ponto determinante para justificar meu tema, são as características multifuncionais dos atletas de Futsal que por obrigação precisam atacar e defender com o mesmo grau de exigência, habituar-se a jogar em posições de defesa e ataque e cumprir as tarefas predominantes nestas posições, não se pode ter liberdade para somente atacar ou restrições para somente defender, no Futsal os sistemas são interligados e, portanto as funções executadas precisam também estarem interligadas.
O atleta de Futsal participa da partida durante períodos/ciclos do jogo, saí e retorna ao mesmo para continuar competindo, estas possibilidades elevam a dinâmica e a exigência física do jogo, tornando-o continuo e muito intenso.
Somos diferentes e somos específicos, nosso esporte é o Futsal.
sexta-feira, 30 de março de 2012
O Desenvolvimento do Trabalho Técnico
Para o bom desenvolvimento técnico precisamos elaborar nosso trabalho com prioridade na melhora da capacidade de autonomia e decisões de nossos atletas, esse desenvolvimento pode garantir segurança e boas respostas, muitas delas não programadas, analises sistemáticas que garantam um bom percentual de controle de erros, pois como de conhecimento de todos, o Futsal possui exigências dinâmicas e apresenta elevado percentual de erros nas decisões.
Para desenvolver esta capacidade de decisões confiáveis e que conduzem a equipe e o atleta a obterem sucesso, um caminho deverá ser percorrido, o caminho ao incentivo, a criatividade e a inovação.
Através de trabalhos desenvolvidos diariamente é possível melhorar e muito o poder de decidir com a qualidade que se deseja.
Os trabalhos mecânicos limitam o potencial cognitivo do atleta e impede que ele responda de acordo com o problema apresentado, e torna-o previsível em suas ações, contrariando o propósito principal do jogo que é o de reagir as ações inesperadas, são elas que muitas vezes garantem sucesso ao resultado do jogo.
As decisões programadas formam um conjunto de ações que auxiliam na solução dos problemas cotidianos, mais eles precisam ter flexibilidade para as adaptações emergenciais e também um controle de índice erro/acerto para um monitoramento confiável e seguro.
O poder para reagir sob pressão e as mudanças frequentes no estado emocional de uma partida obriga o técnico a ler, interpretar e dar solução imediata as ações, quando ele desenvolve um padrão coletivo e incentiva seus atletas a auxiliá-lo neste processo ele ganha colaboradores efetivos e que lhe ajudarão monitorar todo o território de jogo, os movimentos estranhos e também o comportamento dos adversários.
Estes conjuntos de ações geram consistência no trabalho realizado, segurança para obtenção de resultados e em especial, equilíbrio emocional/técnico/tático.
Para desenvolver esta capacidade de decisões confiáveis e que conduzem a equipe e o atleta a obterem sucesso, um caminho deverá ser percorrido, o caminho ao incentivo, a criatividade e a inovação.
Através de trabalhos desenvolvidos diariamente é possível melhorar e muito o poder de decidir com a qualidade que se deseja.
Os trabalhos mecânicos limitam o potencial cognitivo do atleta e impede que ele responda de acordo com o problema apresentado, e torna-o previsível em suas ações, contrariando o propósito principal do jogo que é o de reagir as ações inesperadas, são elas que muitas vezes garantem sucesso ao resultado do jogo.
As decisões programadas formam um conjunto de ações que auxiliam na solução dos problemas cotidianos, mais eles precisam ter flexibilidade para as adaptações emergenciais e também um controle de índice erro/acerto para um monitoramento confiável e seguro.
O poder para reagir sob pressão e as mudanças frequentes no estado emocional de uma partida obriga o técnico a ler, interpretar e dar solução imediata as ações, quando ele desenvolve um padrão coletivo e incentiva seus atletas a auxiliá-lo neste processo ele ganha colaboradores efetivos e que lhe ajudarão monitorar todo o território de jogo, os movimentos estranhos e também o comportamento dos adversários.
Estes conjuntos de ações geram consistência no trabalho realizado, segurança para obtenção de resultados e em especial, equilíbrio emocional/técnico/tático.
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